Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise.
Psiquiatria é a parte da medicina que se ocupa das doenças mentais. É de esclarecer que as “doenças mentais”, ou melhor dizendo, “doenças cérebro-mentais”, objeto da psiquiatria, são aquelas de origem orgânica, geralmente apresentando lesões do córtex cerebral, e sua terapia se efetua por meio de processos medicamentosos, cirúrgicos, eletrochoques, etc. A atuação do psiquiatra incide, especialmente, sobre as psicoses.
Psicologia é a ciência que se ocupa das atividades mentais da conduta objetiva, ou, como preferem muitos tratadistas, a ciência do comportamento humano e animal. A psicologia se preocupa, desta maneira, com o comportamento humano em seus aspectos objetivos, observáveis, que possam ser medidos, testados, compreendidos, controlados, descritos e preditos objetivamente. Pode-se afirmar que o psicólogo se ocupa, antes de tudo, com a mente consciente do homem, utilizando-se da aplicação de testes e de outros recursos de sua especialidade. Como observa Henry Graton, “os psicólogos jamais reivindicaram a psicanálise mesmo teórica, como parte complementar de sua ciência. Eles sempre a consideraram mesmo mais como uma parapsicologia, uma pseudopsicologia. Para um bom número, formado por homens de laboratórios, ou inclinados a medir funções isoladas, ou mesmo registrar as sutilezas psicológicas do rato branco, incrivelmente desinteressados, em todos os casos, pelo inconsciente psíquico, não foi possível apreciar um método de investigação que se interessasse pelas profundezas do psiquismo humano”.
A Psicanálise, que no dizer do próprio Freud “é a profissão que ocupa-se dos distúrbios psíquicos originados no inconsciente. Seu propósito é descobrir, no inconsciente dos seres humanos, as necessidades, complexos, traumas e tudo o mais que perturbe o psiquismo, trazendo-os à tona da consciência, a fim de removê-los e possibilitar, assim, o equilíbrio emocional do indivíduo. Ela abrange:
1) Um método de investigação do inconsciente. Tal método consiste, essencialmente, na evidenciação, do significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasmas, delírios) de um indivíduo.
2) Uma psicoterapia baseada nesse método. É a chamada talking cure, porque o tratamento se desenvolve no plano dialético-interpretativo, visando à reeducação afetiva do paciente por intermédio da conscientização dos motivos que determinaram os sintomas neuróticos.
3) Um conjunto de teorias e normas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico. Tais teorias têm valiosa aplicação na pedagogia, na religião, nas artes, no direito e na criminologia, na higiene mental e na própria filosofia.

Consultório Organizacional da Mente